| Aguinaldo Silva (2)
O Planeta TV - Em primeiro lugar agradecemos por esta entrevista onde os planetários poderão conhecê-lo melhor profissionalmente.
Aguinaldo Silva - Na verdade eu mesmo sou um dos seus planetários. Frequento o seu site desde o início de Senhora do Destino e posso dizer, sem medo de errar, que ele é o mais simpático de todos os sites especializados em notícias sobre televisão.
O Planeta TV – O senhor trabalhou como jornalista antes de ser contratado pela TV Globo no final da década de 70. Comente um pouco sobre o início de sua carreira até conseguir uma vaga na TV como roteirista e autor de grandes sucessos.
Aguinaldo Silva - Fui jornalista durante dezoito anos. Antes, já tinha estreado na literatura, aos dezesseis anos, com o romance “Redenção para Job”. Durante esse meu período no jornalismo continuei publicando outros livros (treze, no total).
Da televisão eu era apenas um telespectador, e nunca me passou pela cabeça que um dia me tornaria um dos seus roteiristas. Foi Daniel Filho que teve a idéia de me convidar para escrever o seriado Plantão de Polícia. Depois escrevi Lampião e Maria Bonita, que foi a primeira minissérie da televisão brasileira. Mesmo aí, eu achava que novela não era a minha praia, mas aí Boni me chamou para escrever Partido Alto junto com Glória Perez, e aí...
O Planeta TV - O senhor escreveu a novela Partido Alto junto com Glória Perez. Boatos dizem que vocês terminaram a novela brigados. Até que ponto isto é verdade e qual seria o verdadeiro motivo?
Aguinaldo Silva - Quando eu escrevi Vale Tudo junto com Gilberto Braga uma certa apresentadora narrou em seu programa de rádio a briga que eu e ele tivemos nos corredores da TV Globo: “os dois se estapearam!”, ela anunciou, divertida.
Era tudo mentira. Do mesmo modo é mentira essa suposta briga entre Glória Perez e eu. Há anos pessoas fofoqueiras vêm tentando criar um clima hostil entre nós. Ainda outro dia alguém me mandou um e-mail anônimo, acompanhado de trecho de um e-mail da própria Glória, para afirmar que ela nunca pronuncia o meu nome, só me chama de “O Outro”.
Aproveito a sua pergunta para dizer que não acredito em nada disso. Respeito Glória como profissional, como pessoa e como colega de profissão e tenho certeza que meus bons sentimentos em relação a ela são recíprocos.
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