Entrevista Rodrigo Castilho (2)

Patricia Oriolo: Como começou a escrever para a televisão?

Rodrigo Castilho: Escrevi várias revistas eletrônicas na produtora em que trabalho. O Gil Ribeiro, da Mixer, nunca teve medo de apostar em quem estava começando. E faz isso até hoje.

Patricia Oriolo: Como foi o processo de criação da série Mothern?

Rodrigo Castilho: A idéia foi do criador e diretor geral Luca Paiva Mello, com quem criei em parceria. Primeiro ele me pediu pra escrever um clipe de cinco minutos pra vender a série e me mandou o endereço do blog.

Quando entrei no blog, vi que não tinha histórias, mas cada linha, cada reflexão dava a possibilidade de se criar mil histórias em cima. O projeto foi vendido rapidamente porque os anunciantes queriam colocar sua marca em um produto que não tratasse a maternidade de uma maneira tão cor-de-rosa. E aí sentamos pra criar o formato, os personagens e definir o tom da série.

Mas como não tivemos muito tempo, o seriado foi se construindo enquanto íamos fazendo. Experimentamos muita coisa, acertamos em algumas, descartamos outras e no final da primeira temporada é que começamos a sentir que sabíamos realmente o que era a série.

Patricia Oriolo: Como você vê o desafio de escrever sobre um universo tão feminino?

Rodrigo Castilho: É um universo fantástico, quanto mais eu mergulho mais eu fico curioso. Muitos roteiristas talentosos já trabalharam comigo na série: Fabio Danesi Rossi, Paula Szutan, Luciana Pessanha, Patricia Oriolo, Ricardo Tiezzi, Carla Insfran, Romeu di Sessa e Carla Paes Leme.

Mas nada no seriado vem direto da cabeça pro papel. Conversamos muito com mães pra entender as questões. E depois o trabalho é reconstituir essas questões em forma de história e universalizar os temas pra que possam interessar a qualquer pessoa.

(agradeço muito o elogio!!!)

 

 

 

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