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A Arte de Fazer Comédia (3)
Por Mauro Alvim
POLÍTICO
Assim como o advogado, é aquele tipo visto como o adepto da filosofia “Venha a nós, ao vosso reino nada.” Astuto para ludibriar as pessoas e obter vantagens ilícitas para si.
PORTUGUÊS
Atualmente não tanto quanto no passado. Mas, no período da colonização, muitos dos galegos que vieram tentar a vida aqui, eram pessoas humildes e de pouca instrução e que estavam sempre cometendo trapalhadas.
Entretanto, a maior prova de inteligência do português é ter ludibriado o mundo que havia descoberto o Brasil quando, na verdade, antes do ano de 1500 a coroa portuguesa já sabia muito bem que haviam terras abaixo da linha do equador e deram a missão a um nobre.
SOGRA
Comumente aparece nas tiradas de humor como o símbolo da opressão, da tirania, o retrato da rabugice que destoa de uma sociedade que quer viver em paz.
Citei apenas alguns tipos mas, um bom exercício para quem pretende escrever comédia é exatamente pensar em um tipo e a partir dali observar e anotar o seu lado humorístico.
O ator Mário Lago chegou a dizer certa vez que o papel mais difícil de interpretar é justamente o do cidadão comum, pois lhe falta exatamente aquele ponto chave para que venha se basear e construir o seu papel.
Conforme disse acima, o ambiente onde se desenrola a ação é também um fator preponderante para se extrair o humor da situação.
Na piada do Costinha que transcrevi, o humor começa a partir do momento em que um bêbado entra num local onde se exige o máximo respeito, todas as pessoas que ali estão é com o objetivo de orar e se dedicar à sua religião.
A piada não teria mesma graça se acontecesse dentro de um bar (onde é bastante natural encontrar uma pessoa embriagada) e, ao invés de padre e confessionário, ele dirigisse sua última fala para o gerente do estabelecimento que estivesse dentro do seu caixa a receber dinheiro dos fregueses.
Um dos primeiros dramaturgos brasileiros a explorar os tipos brasileiros e fazer uma verdadeira caricatura do cotidiano foi Martins Pena.
Desde O juiz de paz da roça, até A barriga de meu tio, escreveu aproximadamente 30 peças. O caráter geral de todas as suas peças é o da comédia de costumes. Dotado de singular veia cômica, escreveu comédias e farsas que encontraram, na metade do século XIX, um ambiente receptivo que favoreceu a sua popularidade.
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