Al Pacino na direção

Al PacinoAl Pacino já arrumou data para estrear Salomaybe?, seu terceiro longa-metragem como diretor: no Festival de Veneza desse ano, que acontece em setembro.

O longa foi rodado entre Londres, Paris e Dublin, e segue a risca de Ricardo III – Um Ensaio, filme que misturava documentário e ficção baseado na peça homônima de William Shakespeare, dirigido também pelo próprio Pacino. 

Dessa vez, a peça que o inspira é Salomé, um dos mais polêmicos trabalhos da carreira de Oscar Wilde. O produtor Tony Schiena está animado com a reação do público: “Al interagiu com muita gente nas ruas. Alguns sabiam quem era Oscar Wilde, outros não. Um cara pensou que Oscar Wilde fosse um sujeito que ele havia conhecido na semana anterior em um pub”.

O ator visitou já a casa onde Wilde nasceu, em Dublin, e as instalações utilizadas pelo escritor no Trinity College. "Ele está enormemente interessado em Oscar Wilde e na sua peça `Salomé`, que foi escrita em francês", relatou o presidente da Sociedade filosófica do Trinity College, Daire Hickey.

Segundo Hickey, Pacino fez um documentário a que deu o título de "Salomaybe" (jogo de palavras com "Salomé" e "maybe"/talvez). A versão inicial de "Salomé" foi escrita por Wilde em francês em 1891/92.

A versão inglesa, uma tradução da autoria de Alfred Douglas, amigo do escritor, apareceu publicada em 1894. Nesta peça, Wilde interpreta o mito bíblico em que Salomé se transforma em símbolo da feminilidade oriental, sedutora e lasciva. É da autoria do poeta, romancista e dramaturgo irlandês a expressão "dança dos sete véus", que utilizou para assinalar o momento em que Salomé aparece ao rei Herodes Antipas e lhe pede que traga numa bandeja a cabeça do profeta João Baptista.