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AR marca presença na reunião do Conselho Internacional de Criadores Dramáticos, Literários e Audiovisuais.
Marcílio de Moraes
Participamos, eu, o Renê Belmonte e a Sylvia Palma da reunião do Conselho Internacional de Criadores Dramáticos, Literários e Audiovisuais, organizada pela Abramus, com o patrocínio da Cisac.
A Cisac é o órgão que reúne todas as arrecadadoras de direitos autorais do mundo. Na reunião, estavam presentes, escritores, dramaturgos, autores-roteiristas, artistas plásticos da Europa, da África e da América.
O convite à AR mostra bem o prestígio que vamos adquirindo, não só nacional mas também internacionalmente. Depois, faremos um relato mais detalhado de tudo que se passou lá. De momento, reproduzo abaixo o texto básico da minha fala no encontro.
Caros colegas,
Antes de tudo, permitam que me apresente. Não sou especialista em direitos autorais, se bem que suas controvérsias não me sejam estranhas, porque me atingem diretamente nas minhas atividades profissionais. Sou escritor, dramaturgo, roteirista. Tenho peças teatrais, contos, romance e, mais largamente, trabalhos na televisão, onde tenho estado nos últimos vinte e quatro anos, escrevendo telenovelas, minisséries, e todo tipo de dramaturgia na TV Globo e atualmente na TV Record.
Eu e meus colegas Renê Belmonte e Sylvia Palma estamos aqui representando a Associação dos Roteiristas de Televisão, Cinema e Outras Mídias, AR, que também já foi conhecida pela sigla ARTV. Pelo título, dá para ver que nossa pretensão é representar todos os tipos de autores-roteiristas.
No entanto, a ordem em que, no nome, são justapostas as diversas categorias, revela a origem do núcleo de profissionais que fundou a AR. A procedência da maior parte dos fundadores da entidade é a televisão. Mas hoje, passados oito anos, temos efetivamente em nosso quadro profissionais de todas as áreas, incluindo cinema e Internet. Somos 200 associados atualmente.
O motivo pelo qual a AR tem esta origem se explica pela realidade de que, nas últimas décadas, só a televisão, no Brasil, no ramo do espetáculo audiovisual, teve característica industrial, mantendo sob contratos de longo prazo roteiristas e diretores.
Mesmo assim, até pouco tempo atrás, ao se falar em televisão que contrata roteiristas no Brasil, se estava falando exclusivamente da Tv Globo. Felizmente, este quadro tem se alterado nos últimos anos, com a entrada no mercado de produção e exibição de dramaturgia nacional da Tv Record e da Bandeirantes. Até o SBT, que tradicionalmente exibe produção importada, promete voltar à produção nacional.

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