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AR marca presença na reunião do Conselho Internacional de Criadores Dramáticos, Literários e Audiovisuais. (3)
Marcílio de Moraes
Lamentavelmente, nossos escritores só agora começam a tomar consciência do seu verdadeiro poder. Apenas para exemplificar, vou expor algumas recomendações do nosso Código:
Todos os acordos e contratos de trabalho entre o Roteirista e o produtor (pessoa, instituição ou empresa) contratante devem ser feitos POR ESCRITO.
O Roteirista não deve trabalhar em nenhum tipo de projeto em que o contrato preveja pagamento contingencial à aprovação. No caso de dependência de financiamento, os direitos do Roteirista (sejam percentuais ou quantia determinada) devem estar clara e inequivocamente estabelecidos no contrato.
(A maior parte dos produtores cinematográficos que buscam patrocínio para seus filmes, só têm nas mãos o roteiro, mais nada. E ainda acham que não têm que pagar adiantado ao autor-roteirista)
O Roteirista só deve começar a trabalhar depois de assinado o contrato, o que implica em não participar de reuniões de criação, avaliação de material, pesquisas ou qualquer outra atividade prévia ao contrato. Em caso de participação em um projeto pertencente ao produtor recomenda-se que os Roteiristas registrem por escrito suas idéias".
E por aí vai. O mais notável nessas recomendações, aparentemente tão óbvias, é que, na prática, no cotidiano das produções ( não digo das grandes empresas), elas pouco são seguidas. Ao não serem seguidas, muitos direitos deixam de ser reconhecidos.
A AR elaborou uma carta de direitos, mas por enquanto é apenas uma proposta, ainda sujeita a estudos e revisões.
Nossa maior discussão, no início, foi sobre o mercado de trabalho. O mercado de trabalho dos autores-roteiristas, no Brasil, tanto no cinema como na televisão, é precário e perverso.
Vamos tomar o caso da televisão, a grande força do audiovisual no Brasil. Se considerarmos que temos um público potencial de, digamos, 150 milhões de espectadores (a população total é de 190 milhões), e verificarmos quantos autores-roteiristas trabalham no horário nobre da televisão aberta brasileira, por ano, vamos ficar surpresos.
Blog de Fernando Marés de Souza. Uma coletânea de links de cursos de roteiro. Confira.
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É fácil registrar um roteiro no site do Writer's Guild of America. Basta ter um cartão de crédito. Eles armazenam uma cópia em qualquer formato (doc, rtf, final draft, screenwriter, txt ou html) e geram um
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