|
AR marca presença na reunião do Conselho Internacional de Criadores Dramáticos, Literários e Audiovisuais. (4)
Marcílio de Moraes
Juntemos a TV Globo, a Record e a Bandeirantes, que produzem e exibem dramaturgia nacional. No horário nobre, estas emissoras exibem atualmente seis telenovelas. Cada telenovela dura 8 meses.
Digamos que sejam nove novelas por ano no horário nobre. Em cada novela, trabalham geralmente um autor responsável e dois ou três colaboradores. Sendo assim, temos que trabalham no horário nobre da tv brasileira, por ano, para 150 milhões de pessoas diariamente, apenas 27 roteiristas, digamos 30, para arredondar.
Sob qualquer ângulo que se veja a questão, convenhamos que é pouco. Por isso, a AR tem se empenhado na luta pela diversificação da produção e da exibição na TV.
No que respeita ao cinema, a AR, além do Código de Ética, que orienta os profissionais nas suas relações de trabalho, exibe no site da associação uma tabela com preços mínimos a serem cobrados pelos diversos tipos de roteiros.
Como a maior parte do cinema brasileiro depende de dinheiro público, temos levado aos órgãos governamentais competentes sugestões para valorizar o trabalho do autor-roteirista nos diversos editais para apoio à produção cinematográfica.
Já conseguimos algumas conquistas relevantes, como a presença de autores-roteiristas entre os jurados (antes só eram chamados diretores e produtores), exigência de anonimato nos projetos, concursos exclusivos para premiar roteiristas e não apenas produtores, etc.
Alguns autores-roteiristas de cinema criaram cerca de dois anos atrás uma nova associação, a Autores de Cinema, AC, para defender exclusivamente seus interesses no cinema. A AR mantém relações fraternais com eles.
Direitos Autorais
É do conhecimento geral que a lei brasileira reconhece três detentores dos direitos autorais na obra audiovisual:
Lei 9610/98: "Art. 16º: São co-autores da obra audiovisual o autor do assunto ou argumento literário, musical ou lítero-musical e o diretor."

1 | 2 | 3 | 4 | 5
|