Escolhemos iniciar uma nova seção de textos, buscando agora uma representação criativa das formas de expressão dos tipos de personalidade eneagramáticos.
Nessa representação, vamos tentar mostrar as formas caricaturais a que chegam os tipos em suas variedades de expressão psicológica ou instintual, no que diz respeito aos seus próprios modos de sobrevivência – autopreservação, vida íntima ou sexual e vida social.
Essas formas de expressão também dizem respeito às respectivas paixões motivadoras que conduzem os tipos a amostras peculiares de caráter, revelando um padrão cognitivo também muito característico (para conhecer melhor o perfil de cada tipo eneagramático, acesse os textos dos tipos publicados neste site).
Em síntese, vamos buscar uma representação artística livre e de interpretação pessoal sobre os subtipos de caráter, cujos temperamentos se revelarão de acordo com os modos de sobrevivência citados mais acima.
Tratamos por caricatura um modo de expressão não-saudável dos tipos de personalidade. Ou seja, a idéia é mostrar a expressão de inúmeros temperamentos em sua variedade tipológica, o que irá revelar a forma, digamos, mais “hipnotizada” do tipo; isto é, buscaremos revelar aquelas formas de ser que, consciente ou inconscientemente, colocam-se de costas para um comportamento mais sadio em face do verdadeiro trabalho interior pelo qual a consciência obtém um maior senso de ser no mundo, ou em relação à sua real capacidade de discernir a sua auto-imagem (ego) de sua essência.
Começamos então representando uma caricatura subtipológica do tipo Patrão (para saber mais sobre o tipo, acesse texto no site).
Lendo o texto abaixo, talvez seja possível reconhecer no raio da lembrança do leitor algum tipo conhecido que em algum momento - ou na maioria deles se for muito “hipnotizado” para si próprio - esse padrão mental.
Alguns poderiam chamar de persona non grata, porque mostra seu modo de ser negativo embebido na Raiva, núcleo do qual o tipo Patrão compartilha com os demais tipos instintivos do Eneagrama (o Pacifista e o Perfeccionista).
Embora o pecado capital do Patrão seja a ‘luxúria’, esta não deve ser vista somente em sua acepção lingüística mais comum, conhecida como concupiscência (ou pornografia como se diz nos tempos modernos), mas também como toda ânsia pelos excessos afora o sexo, seja na forma que puder ser expressa (bebida, comida, jogo, etc).
Assim sendo, a ‘luxúria’ no texto abaixo pode não aparecer de forma clara, no entanto ela é a base motivadora da expressão do Patrão, seja na ânsia de controlar os outros, seja no modo de expressar seu próprio temperamento; ou ainda na maneira pela qual se excede em seus desejos e vontades (que podem ir do ódio extremo a amores carnais compulsivos).
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