1º. - Estamos fragmentando a nossa história em momentos dramáticos de maneira que é possível percebermos a preexistência de uma linha de ação pela qual desenvolver? Isso significa dizer que quanto mais possibilidades genéricas implícitas contiver o fragmento dramático, em relação à presença de um objetivo interior em torno do evento ou da ação específica, maior as chances de se construir circunstâncias dramáticas funcionais à vivência dos personagens, que estarão suscetíveis a uma gama de sentimentos, desejos, intenções, deficiências, aspirações, paixões, porque, são eles os agentes produtores da ação e do conflito que determinam as fronteiras da história.
2º. Falamos em possibilidades dramáticas nos fragmentos, portanto, é razoável questionar, sem qualquer hesitação, o que queremos realmente mostrar a respeito dos nossos personagens em cada um dos fragmentos. Ou, posto de outra forma, que aspecto da vida profissional, pessoal ou íntima pretendemos revelar de tal personagem - e aqui já começamos a revelar a sua tipologia em relação às circunstâncias -, ou seja, que informação ou revelação parcial acerca de questões expositivas à compreensão da história pretende-se mostrar, mesmo que a função intencional seja a de causar um momento de suspense e, consequentemente, criar uma expectativa na história e no público. Ou, partindo de outra perspectiva, será que é preciso evidenciar ao público um fato ou acontecimento precedente como parte integrante do conjunto de circunstâncias da história, com a finalidade de completar a compreensão do espectador?
3º. O que acontece efetivamente neste fragmento? O que ele faz aqui na estrutura? Ele permite fazer avançar a história adiante? Como isto acontece? O objetivo do que se pretende neste fragmento está claro para o roteirista? Como usar este objetivo de modo dramático? Há algum objeto ou acessório cênico interessante, significativo ou simbólico? A atmosfera do lugar sugere alguma ação por acontecer ou sugere alívio, música, clima de tranqüilidade e sucessão de imagens? Ou, de outra forma, será que o fragmento escolhido tem uma função de complicar ou acentuar a ação pretendida tendo em vista a necessidade de se produzir drama no decurso da ação dramática?
4º. Cada um dos nossos plots permite-nos desenvolver uma variação do tema principal da história, ou então cada um dos nossos enredos ou subenredos admite um conflito diferente e uma resolução própria, mas, de alguma maneira, buscando relação com o tema principal do roteiro?
5º. Estamos procedendo adequadamente na aplicação das cenas de transição ou de passagem de tempo? Como o tempo pode ser mostrado objetivamente em nossa história de maneira a revelar o seu andamento?
Estas são algumas questões de apoio que podemos consultar quando da preparação da escaleta, como forma de balizar o processo estrutural de acordo com as suas funções mais essenciais.

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