Possibilidades do Processo Criativo (3)

Os cientistas que pesquisam o conhecimento, isto é, que estudam como a informação transita pelo cérebro, ensinam que toda lembrança é inconsciente até tornar-se consciente, e que apenas uma fração do que a mente absorve – menos de 1% - chega à esfera da consciência plena.

Nesse sentido a mente inconsciente é intelectualmente mais rica do que a consciente, pois dispõe de mais dados e armazena as ricas fantasias que constituem a inteligência dos sentidos (2).

A terceira etapa do processo criativo é aquela que os cientistas chamam de DEVANEIO: quando ficamos mais receptivos aos impulsos do inconsciente. Daí o “sonhar acordado” é tão útil na busca da criatividade.

Precisamos de um tempo em que a tagarelice mental, os ruídos e juízos da mente são silenciados. Assim, conseguimos fazer contato com uma parte mais profunda de nós mesmos, capaz de revelar novos padrões e novos paradigmas.

A quarta e última etapa do processo criativo é a ILUMINAÇÃO: é a fase que chamo de estrelar, que merece toda glória e atenção, momento longamente perseguido, a sensação do “É isto!”.
Quem de nós não tem um texto cuja solução perseguimos por longos anos, mas ainda não sentimos a sensação do “É isto!?” Aquele momento que aparece das profundezas do caos criativo, “emergindo” do inconsciente e que nos ilumina completamente, pois encontramos a “nossa jóia preciosa”.

Mas calma! Ainda não acabou! Falta dar materialidade à idéia, tornar a iluminação em algo útil para nós e para os outros. É como voltar ao início desse texto, quando definimos Criatividade como Fazer, Realizar. No nosso caso, cada um que faça o seu roteiro.


Numa próxima etapa falaremos dos Criatogênios e dos Criaticidas.

1- Wechsler,Solange Muglia. CRIATIVIDADE,descobrindo e encorajando. Ed. Livropleno, 3ª. Ed. Campinas-SP, 2002.

2- Goleman, Daniel. Espírito criativo, Ed. Cultrix. 13ª.edição, 1999.

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