A INTERRELAÇÃO DOS MEIOS (2)

Primeiramente entrou no mercado de produção de filmes para distribuição específica em televisão. A segunda mudança levou os estúdios a produzirem grandes filmes, que, por suas características, não encontrariam no sistema televisivo o local adequado para a exibição. São os chamados filmes de grande conjunto, pouco adequados para a telinha. O terceiro caminho foi a realização de filmes que contemplassem os dois suportes.

Hoje 80% dos filmes produzidos nos Estados Unidos visam a exibição também nas redes de tv ou mesmo nas emissoras independentes.
A eventualidade de exibição primeiro nas salas de cinema e posteriormente na tv impõe novos detalhes, outra logística de produção, mais rapidez para abastecer o solicitante mercado.

Para evitar que a crise cinematográfica se ampliasse com a concorrência da televisão, os estúdios americanos começam a trabalhar nas super produções, nos grandes espetáculos, destinados exclusivamente à exibição nas salas de cinema convencionais. Um exemplo dessa tendência é o filme A conquista do oeste, de John Ford.

Segundo os estudiosos da linguagem cinematográfica, uma outra possibilidade de evitar a concorrência televisiva , seria realizar filmes com uma linguagem mais ritmada. Supunha-se que a televisão demandaria um andamento mais lento das imagens. Foi uma tentativa que se materializou no filme “West Side Story, de Wise.


Outras experiências na realização de filmes exclusivos para salas de cinema, com poucas possibilidades na tv, foram o Kinopanorama e o Vistavision, de Um mundo louco e Guerra e paz.


Mas, apesar das resistências, a aproximação dos dois veículos sempre foi mais efetivo do que o distanciamento. As câmeras mistas permitem a captação de imagens mecânicas e eletrônicas ao mesmo tempo. Os recursos tecnológicos de “transfer” de um suporte para outro se desenvolveram.

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